A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consolidando sua posição na disputa presidencial de 2026. No principal cenário de segundo turno, o petista aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 38%.
Em comparação com o levantamento anterior, realizado em maio, Lula avançou dois pontos percentuais e Flávio perdeu três, ampliando a diferença entre os dois para seis pontos. O estudo foi realizado após a escalada das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, marcada pelo anúncio da possibilidade de novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Nos demais cenários simulados pela Quaest, Lula também aparece em situação confortável. Contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o presidente alcança 45% das intenções de voto, diante de 35% do adversário. O mesmo percentual se repete em um eventual confronto com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
Já diante do ativista Renan Santos, Lula mantém uma vantagem ainda mais ampla. O petista soma 45%, enquanto o adversário aparece com 31%, embora tenha reduzido parte da distância observada em pesquisas anteriores.
No primeiro turno, Lula permanece na liderança com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro surge em segundo lugar com 29%, resultado que representa uma queda de quatro pontos em relação ao levantamento anterior. Os demais nomes testados permanecem em patamares reduzidos, variando entre 0% e 3%.
Além das projeções eleitorais, a pesquisa mediu a percepção dos eleitores sobre episódios recentes envolvendo Flávio Bolsonaro. O caso relacionado ao Banco Master e ao financiamento do filme “Dark Horse” continua produzindo desgaste para o senador.
Segundo o levantamento, 58% dos entrevistados acreditam que Flávio pode estar ocultando algum tipo de envolvimento irregular no episódio. Para 60%, as conversas mantidas com o banqueiro Daniel Vorcaro são consideradas suspeitas. Já 62% afirmam acreditar que o parlamentar tinha conhecimento prévio das investigações envolvendo a instituição financeira.
A avaliação negativa também aparece quando os entrevistados analisam o pedido de recursos feito ao empresário. Para 65%, a iniciativa foi equivocada e deveria ter sido evitada.
Outro tema explorado pela pesquisa foi o impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos. Nesse quesito, Lula leva vantagem na disputa pela narrativa. Quase metade dos entrevistados, 47%, concorda com a avaliação do presidente de que Flávio Bolsonaro contribuiu para a ameaça de novas tarifas americanas. Já 35% compartilham da versão apresentada pelo senador.
O levantamento também mostra que 46% dos eleitores concordam com a tese defendida por Lula de que as medidas dos Estados Unidos estariam relacionadas à concorrência representada pelo Pix aos sistemas de pagamento ligados às grandes empresas americanas. Outros 36% atribuem a crise diretamente ao governo brasileiro.
Quando questionados sobre quem melhor representa os interesses nacionais diante do conflito, 47% apontam Lula, enquanto 37% escolhem Flávio Bolsonaro.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores em 120 municípios entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-07661/2026.