A crise envolvendo os vendedores ambulantes voltou a explodir nesta quarta-feira em João Pessoa e já se transforma em mais uma frente de desgaste para a gestão municipal. Depois dos problemas causados pelas fortes chuvas e das críticas crescentes sobre o acúmulo de lixo em vários pontos da cidade, agora a Prefeitura enfrenta novamente a revolta de trabalhadores informais que se sentem prejudicados pelas ações de fiscalização na orla da capital.
O novo protesto aconteceu no fim da Avenida Epitácio Pessoa, nas proximidades do busto de Tamandaré, uma das áreas mais movimentadas e turísticas de João Pessoa. Ambulantes bloquearam parcialmente o trânsito, queimaram objetos no meio da via e entoaram palavras de ordem contra o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Marmuthe Cavalcanti (Republicanos), apontado pelos manifestantes como símbolo do endurecimento das medidas de controle no local.
“Queremos trabalhar, Marmuthe não quer deixar”, gritavam os trabalhadores durante a manifestação.

A reportagem do portal O Norte Online esteve presente no local e registrou imagens do protesto, que provocou congestionamento e chamou a atenção de moradores, turistas e motoristas que passavam pela região.
O embate entre os trabalhadores informais e a Prefeitura vem se agravando nas últimas semanas. A administração municipal tenta reorganizar a ocupação em áreas consideradas críticas da cidade, especialmente na orla de Tambaú e Cabo Branco, onde o crescimento desordenado do comércio ambulante passou a gerar reclamações relacionadas à mobilidade urbana, circulação de pedestres e descarte irregular de lixo.
Nos bastidores da gestão, o assunto já é tratado como uma das situações mais delicadas deste início de administração. Isso porque a Prefeitura se vê pressionada entre a necessidade de ordenar os espaços públicos e a reação de centenas de trabalhadores que dependem do comércio informal para sobreviver.
O tema ganhou ainda mais repercussão após medidas de fiscalização mais rígidas começarem a ser executadas em pontos turísticos estratégicos da capital, justamente em um período de aumento do fluxo de visitantes na cidade.
