quarta-feira, 29 de abril de 2026
Prisão de ex-presidente do BRB agrava crise e amplia pressão sobre o GDF
16/04/2026 06:59
Redação ON Reprodução

A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira, marca mais um capítulo de um escândalo que já vinha corroendo a credibilidade do sistema financeiro ligado ao Distrito Federal. A nova fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal com autorização do Supremo Tribunal Federal, joga ainda mais luz sobre decisões tomadas dentro do BRB e suas conexões com o controverso Banco Master.

Foi durante a gestão de Paulo Henrique Costa que o BRB avançou na aquisição de ativos do Banco Master, instituição associada ao empresário Daniel Vorcaro. Agora, a investigação aponta para um possível esquema de lavagem de dinheiro, pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e atuação de organização criminosa, elevando o caso a um nível de gravidade institucional que ultrapassa o ambiente bancário.

Os mandados cumpridos — dois de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo — reforçam a percepção de que não se trata de um episódio isolado, mas de uma engrenagem mais ampla, com implicações diretas sobre a gestão pública local.

O impacto político foi imediato. A crise, que já atingia o BRB, agora respinga com força no Governo do Distrito Federal. Na véspera, a governadora em exercício Celina Leão havia criticado o governo federal, acusando falta de apoio para enfrentar a situação do banco. A declaração, no entanto, teve efeito contrário ao esperado.

Nas redes sociais, a reação foi dura. Cresceu a cobrança de responsabilidade do próprio GDF diante das decisões que levaram o BRB ao centro da investigação. O argumento que ganhou força entre críticos é direto: não cabe transferir a conta para a União após uma gestão marcada por escolhas questionáveis e, agora, sob suspeita criminal.

A prisão de um ex-presidente do banco, somada às suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro, coloca o BRB em um dos momentos mais delicados de sua história. E, ao mesmo tempo, impõe ao GDF um desafio político imediato: explicar suas decisões e lidar com uma crise que já não é apenas financeira, mas institucional.

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