quarta-feira, 17 de junho de 2026
Primeira usina solar solidária da Paraíba é inaugurada com apoio de projetos da UFPB 
17/06/2026 10:57
Ascom/UFPB Lis Lemos/Ascom/UFPB

A primeira usina solar solidária da Paraíba foi inaugurada na noite de desta segunda-feira (15), na  comunidade São Rafael, localizada no bairro do Castelo Branco, em João Pessoa. 

A ação é fruto de projetos de pesquisa e extensão da UFPB que atuam na área. O projeto de extensão Sou Sustentável, coordenado pelo professor José Felix Neto, visa unir transição energética sustentável e economia solidária. 

Além do projeto de extensão, a inauguração da usina ocorreu graças ao projeto de pesquisa, desenvolvido em parceria com a FGV e UFRJ e Lund University, da Suécia. “As famílias já começaram a receber o retorno da geração de energia. E a moeda social vai fortalecer o comércio local, melhorar o poder de compra das pessoas e assim fortalecer a economia local como um todo”, explicou o professor. 

A pró-reitora de Extensão Bernardina Freire falou sobre a atuação da Universidade para além de seus muros. “A presença da UFPB neste momento não é só institucional, mas também simbólica, nós temos o compromisso de transformar vidas, como estamos vendo isso acontecer hoje, reiterando nosso compromisso com a extensão universitária”, afirmou Bernardina.

Ações

Inicialmente, oito famílias serão beneficiadas com 6% da captação de energia limpa, com previsão de geração de até 2 mil kWh/mês. A ação permitirá que famílias e pequenos comerciantes associados tenham desconto direto na conta de energia, com economia estimada de até 75% sobre o valor que seria pago à concessionária. 

O projeto conta com a criação de um fundo de reinvestimento e uma moeda social  já existente local, a Orquídea. Dessa forma, cada família beneficiada receberá uma cota da energia solar e vai doar um valor ao banco comunitário, recebendo cashback na moeda local. 

“Essa é a dinâmica. O benefício na conta de energia associado ao aumento da circulação da moeda local, melhorando a condição de vida das pessoas ao mesmo tempo fazendo com o que o território avance com o dinheiro ficando no comércio local”, defende José Félix. 

Esse dinheiro social também vai alimentar um fundo para expansão da capacidade energética para novas famílias. Além do benefício direto, o projeto prevê também formações em eletricidade básica e autogestão, para que as pessoas da comunidade estejam aptas a operar e manter uma usina de forma independente no futuro.

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