O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin definiu para o dia 2 de setembro o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de aliados acusados de participação em uma trama golpista. A decisão atende a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, que havia solicitado a fixação de data para análise do caso. O julgamento ocorrerá na Primeira Turma do STF, presidida por Zanin, e será presencial.
Entre os réus estão o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, além de integrantes de outros núcleos investigados. O Ministério Público Federal sustenta que o grupo tentou impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022, articulando medidas para manter Bolsonaro no poder.
O inquérito, que se desdobrou em quatro núcleos distintos, foi aberto a partir de investigações sobre atos antidemocráticos e culminou na denúncia de uma suposta campanha coordenada para desacreditar o sistema eleitoral. Essa ofensiva teria incluído reuniões, discursos e documentos que pregavam a intervenção militar e questionavam o resultado das urnas.
Agora, com a data marcada, a expectativa é de que o julgamento avance para a fase decisiva, podendo resultar em condenações que reforçarão o entendimento do STF sobre a gravidade das tentativas de ruptura institucional.

