A pressão pela votação do projeto de lei que concede anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro aumentou nos últimos dias. Parlamentares da oposição intensificaram os apelos para que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), coloque o texto em pauta, enquanto o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), já anunciou que pretende levar o tema à reunião de líderes na próxima terça-feira (16). A condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, por chefiar um plano de golpe de Estado após as eleições de 2022, serviu de combustível extra para a mobilização.
A ofensiva, no entanto, encontra resistências. Governistas acreditam que, mesmo que o projeto avance na Câmara, o Senado deve barrar a proposta. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AL), já se manifestou contra a possibilidade de perdoar os condenados. Aliados de Lula também se movimentam para derrotar o texto em plenário e encerrar de vez a discussão antes das eleições de 2026.
A mais recente pesquisa Datafolha mostrou que a maioria da população brasileira é contra a anistia, o que adiciona um novo ingrediente ao debate. O resultado causou apreensão entre parlamentares que defendem o projeto, muitos dos quais temem que a rejeição popular à medida possa se refletir em suas próprias votações nas eleições de 2026.

