segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Piloto da LATAM é preso em Congonhas acusado de chefiar rede de exploração sexual de crianças
09/02/2026 10:42
Redação ON Reprodução

O piloto Sérgio Antonio Lopes, 60 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira (9) dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A ação, batizada de “Operação Apertem os Cintos”, foi deflagrada pela Polícia Civil do Estado de São Paulo e investiga uma organização criminosa especializada na exploração sexual de crianças e adolescentes.

As investigações do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) apontam Lopes como suspeito de liderar uma rede dedicada ao abuso de menores e à venda de material de pornografia infantil. Segundo as apurações, ele frequentava motéis com menores de idade utilizando documento falso.

A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária. Além do piloto, foi presa uma mulher de 55 anos, ainda não identificada. A polícia informa que ela teria recebido pagamento pela “venda” de três netas, com idades de 10, 12 e 14 anos, para o piloto.

As investigações e as vítimas

O inquérito, em trâmite desde outubro de 2025, já identificou três vítimas, que tinham entre 11 e 15 anos à época dos abusos. A polícia investiga crimes de estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição, pornografia infantojuvenil, aliciamento e uso de documento falso.

De acordo com a Polícia Civil, as provas indicam que os crimes não eram isolados, mas parte de uma estrutura organizada, com indícios de divisão de tarefas e atuação coordenada entre os envolvidos.

Momento da prisão

Um vídeo obtido pela CNN Brasil mostra o momento em que policiais entram na aeronave em Congonhas e efetuam a prisão do piloto. Ao ser questionado se sabia o motivo, Lopes respondeu que não.

A operação mobilizou 32 policiais e 14 viaturas. As diligências ocorreram simultaneamente na capital paulista, no Aeroporto de Congonhas e em Guararema.

Nota da Polícia Civil

Em nota, a Polícia Civil afirmou que a operação visa “cessar a atuação criminosa, resguardar as vítimas, identificar outros autores e preservar provas”, dada a gravidade dos fatos. A corporação não descarta novas prisões e a identificação de mais vítimas.

Os mandados foram concedidos pela Justiça com base na materialidade dos crimes, nos fortes indícios de autoria, na gravidade dos delitos e no risco de reiteração criminosa e destruição de provas.

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