A Procuradoria-Geral da República se manifestou ao Supremo Tribunal Federal a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi feito pela defesa e agora será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado e está detido na Papudinha, em Brasília. No último dia 13, ele foi internado em um hospital particular da capital após apresentar um quadro de pneumonia decorrente de broncoaspiração.
No parecer, o procurador-geral Paulo Gonet afirma que o estado de saúde do ex-presidente justifica a flexibilização do regime. Segundo ele, o ambiente domiciliar oferece condições mais adequadas para acompanhamento médico contínuo, o que não seria plenamente garantido no sistema prisional.
A manifestação também destaca que cabe ao Estado preservar a integridade física e moral de pessoas sob sua custódia, apontando que as comorbidades de Bolsonaro elevam o risco de novos episódios de mal-estar.
De acordo com o boletim médico mais recente, divulgado no domingo (22), o ex-presidente apresenta quadro clínico estável, sem febre, mas segue internado, ainda sem previsão de alta. Ele permanece sob tratamento com antibióticos intravenosos, além de receber suporte clínico e fisioterapia.
Bolsonaro já havia passado por outros episódios de saúde desde que foi preso, incluindo internações no ano passado e no início deste ano.