A investigação da Polícia Federal envolvendo o senador paraibano Veneziano Vital do Rêgo (MDB) reforçou uma percepção que já domina os bastidores políticos da Paraíba: a campanha eleitoral de 2026 começou muito antes do calendário oficial — e acompanhada de uma verdadeira caça a esqueletos dentro do armário dos principais candidatos.
Segundo informações divulgadas pela revista Veja, a PF identificou indícios de que uma aeronave teria sido usada em favor da campanha de Veneziano sem que os custos aparecessem na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral. A suspeita envolve possível omissão de despesas relacionadas ao transporte aéreo utilizado durante o período eleitoral.
De acordo com a investigação, o piloto do avião confirmou os deslocamentos ligados à campanha e relatou que parte significativa dos pagamentos teria ocorrido em dinheiro vivo, sem registro formal. Os investigadores entendem que existem elementos que apontam para prestação de serviço eleitoral sem a correspondente declaração oficial.
Nos bastidores da política paraibana, o caso já é tratado como mais um capítulo de uma disputa que promete ser marcada não apenas por propostas e alianças, mas também pela tentativa constante de desenterrar problemas antigos dos adversários.
O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, por exemplo, também já enfrentou recentemente episódios de desgaste político ligados a investigações, ataques e relembranças de fatos antigos. A avaliação entre analistas e aliados é de que praticamente nenhum nome competitivo chegará ileso à disputa.
A tendência é que investigações, operações, vazamentos e revelações passem a interferir diretamente no ambiente eleitoral, principalmente porque muitos dos pré-candidatos carregam décadas de vida pública, contratos, campanhas passadas e relações políticas acumuladas ao longo do tempo.
Mesmo sem condenações ou decisões definitivas, episódios como esse acabam produzindo desgaste político imediato, alimentando narrativas de adversários e influenciando a percepção do eleitorado antes mesmo do início oficial da campanha.
O inquérito tramitava no TRE da Paraíba, mas foi enviado ao STF por envolver um político com foro.