Movimentações financeiras feitas pela Pixbet com vista à lavagem de dinheiro em paraíso fiscal usaram pelo menos 549 CPFs de pessoas mortas, segundo informações da Polícia Federal.
Os documentos de falecidos – alguns há mais de 20 anos – eram usados para a realização de operações de câmbio não autorizada, com o objetivo de promover evasão de divisas.
A PF assegura que, de maneira alguma, a empresa foi vítima de operações fraudulentas, mas sim um agente ativo da fraude da documentação.
A Pixbet é alvo da Operação Arena, conduzida pela PF em parceria com o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e a Receita Federal, que apura um complexo esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio do mercado de apostas esportivas.
Ainda nesta quinta-feira, o Ministério da Fazenda determinou a suspensão imediata de todas as operações da Pixbet. A medida cautelar imposta pelo órgão governamental estabeleceu também cancelamento de todas as apostas em curso na plataforma e a obrigatoriedade da devolução dos valores apostados aos usuários.
A Pixbet tem sede em Campina Grande. O dono da empresa, Ernildo Junior, foi abordado por agentes da PF e teve seu carro e seu celular apreendidos durante cumprimento de mandado de busca e apreensão.
