Neste sábado (20), a partir das 16h, o Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, recebe a segunda edição do “Parque do Pogo”. A entrada é gratuita e o evento propõe uma programação alternativa para o período junino.
Conforme Babu, vocalista da banda Zepelim e o Sopro do Cão, realizadora do evento, o objetivo é inserir no São João estilos e ritmos que não fazem parte da programação oficial do Maior São João do Mundo. “O nome é uma alusão às rodas de pogo que acontecem nos shows de hardcore e punk. É uma brincadeira com o Parque do Povo, alinhada à Zepelim e o Sopro do Cão, uma banda de rock com influências do hardcore, punk, rap, mas com forte sotaque e contexto paraibano e nordestino”, revelou.
Babu detalhou que além da Zepelim e o Sopro do Cão, anfitriã da ocasião, o “Parque do Pogo” terá Felipe Cordeiro – referência na guitarrada do Pará (PA) – que se apresentará junto com a Ferve, por sua vez formada por artistas potiguares e paraibanos. Da oportunidade também participarão a banda Papangu, de João Pessoa, vinda de uma apresentação no Lollapalloza 2026, e Luana Flores, trazendo um DJ set.
Ele acrescentou que a iniciativa surgiu em 2023, com o intuito principalmente de integrar a Zepelim e o Sopro do Cão à programação junina da Rainha da Borborema. “Sempre vem à tona essa questão entre o que é tradicional e o que não é, o que deve estar ou não na festa. E enquanto alguns ritmos e estilos que não têm relação alguma com o Nordeste são contratados para compor a grade do evento, artistas da região são deixados de lado”, explicou.
De acordo com o músico, essa questão de ‘ter a ver ou não com o São João’ foi banalizada há anos. “Os trios de forró-pé-de-serra são descartados, a curadoria do evento é mercantil, o festejo é centralizado no Parque do Povo, há grupos de pagode, sertanejo, música eletrônica, todos de fora de Campina, então por que nós, que somos daqui, não podemos estar na programação, em um mês tão importante para a cidade e seus moradores? Nosso intento não é estar no palco principal do Parque do Povo, esse é um glamour que uma banda como a nossa não almeja, só queremos nosso espaço, e o ‘Parque do Pogo’ significa que estamos batalhando por isso. Em Pernambuco, estado vizinho, há muitos anos a música alternativa está presente no São João, só aqui em Campina esse debate é tratado como tabu, ao mesmo tempo em que descaracterizam o evento e tornam o tradicional apenas uma fachada, porque o conteúdo da festa, de tradicional não tem nada”, afirmou.
A iniciativa conta com o patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura da Paraíba e do Governo do Estado, bem como com o apoio do Banco do Nordeste Cultural e a parceria do Posto São José e da MD Variedades. Mais informações podem ser adquiridas na rede social @parquedopogo.
