A Paraíba tem 94 açudes em estado de observação, atenção ou situação crítica, devido aos volumes de água. São reservatórios com 50% da capacidade ou volume abaixo deste índice. O número representa quase 70% dos reservatórios paraibanos. Os dados são da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa-PB).
Deste total, 39 estão em situação crítica, o que representa armazenamento igual ou abaixo de 10% da capacidade total. Outros 16 açudes estão em atenção porque têm volume atual igual ou abaixo de 20%. Já em observação são 39 reservatórios com volume igual ou abaixo a 50%.
Um açude em estado crítico é o da Farinha, que abastece a região de Patos. Ele tem apenas 4% de água acumulada, ou seja, 1.038.620 metros cúbicos da capacidade de 25.738.500 metros cúbicos. A medição foi feita nesta quinta-feira, dia 23. O Jatobá, também responsável por abastecer Patos e região, está com 16,54% de água acumulada, ou seja, o equivalente a 2.896.610 metros cúbicos, quando possui capacidade para armazenar 17.516.000 metros cúbicos.
O açude Coremas, também no Sertão, está em estado de obervação. Atualmente, ele apresenta 33,95% de reservas d´água, totalizando 185 milhões de metros cúbicos, quando possui capacidade máxima de 545 milhões.
A maioria dos açudes em estado crítico, de atenção ou observação estão localizados no Sertão e no Cariri., especialmente na faixa central do estado.
Dos 136 açudes monitorados pela Aesa, apenas quatro estão “sangrando”, ou seja, apresentam níveis acima da capacidade. Um deles é o Olha D´Água, localizado em Mari. Ele ultrapassou o limite máximo de 868.320 metros cúbicos. Também atingiram os níveis máximos os açudes de Suspiro, São José II e Poções.
O Complexo Gramame/Mumuaba, que abastece grande parte do Litoral paraibano, está no nível considerado favorável. Ele tem atualmente 97,78% da capacidade e apresenta 55.670.300 de metros cúbicos, quando suporta no máximo 56.937.000 metros cúbicos.