28% da populaçãoO Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou, nesta terça-feira (04), a nova edição do projeto Nomes no Brasil, com dados atualizados do Censo Demográfico 2022. NaParaíba, os dados revelam que, entre os nomes femininos, Maria (11,13%) mantém uma liderança expressiva, representando 442.358 registros. Em seguida, aparecem Ana (2,09%) e Josefa (0,70%), Francisca (0,63%), Severina (0,39%) e Rita (0,28%).
Entre os homens, os nomes também são marcados pela tradição cristã. José com 210.814 registros (5,30%) lidera, seguido por João (2,11%) e Francisco (1,40%). Nomes como Antônio (1,36%), Pedro (0,84%) e Severino (0,68%) completam o grupo de maior frequência. Existe também presença significativa de nomes como Carlos (0,61%), Lucas (0,57%), Luiz (0,55%) e Paulo (0,49%), alguns deles com aumento de registro nas últimas décadas.

A novidade desta edição é a inclusão dos sobrenomes, permitindo uma análise mais completa da identidade da população brasileira e paraibana. Os principais sobrenomes paraibanos
figuram também no que foi observado nacionalmente, conforme divulgado pelo projeto Nomes no Brasil. Silva com 1.120.148 registros (28,18%) aparece em primeiro lugar, seguido de Santos (11,02%) e Oliveira (5,87%), Lima (5,46%), Pereira (4,58%) e Sousa (4,01%).
Paraíba acompanha tendência nacional
Nacionalmente, Maria, José, Ana e João continuam sendo os nomes mais comuns, assim como na Paraíba. Silva é o sobrenome mais frequente, presente em 16,76% da população brasileira. Entre os sobrenomes, observa-se que os 8 principais da Paraíba estão entre os 10 principais do Brasil. Apenas os sobrenomes Araújo (3,75%) e Nascimento (3,54%) não figuram entre os mais frequentes do país. Outro dado interessante é a variação do sobrenome Sousa com “s” e Souza com “z”, que alternam a frequência de registro em cada estado. Na Paraíba e em alguns estados prevalecem os “Sousa”, enquanto no Brasil temos mais Souza com “z”.

Curiosidades, forma de utilização e acesso ao Nomes do Brasil
O acesso ao Nomes do Brasil ocorre pelo seguinte endereço: https://censo2022.ibge.gov.br/nomes . O site disponibiliza os nomes e sobrenomes organizados por gênero, período de nascimento da pessoa e letra inicial. Rankings de nomes e sobrenomes também podem ser gerados de acordo com o local selecionado pelo usuário: Brasil, unidades da federação ou municípios.
Segundo Rodrigo Rego, gerente de Inovação e Desenvolvimento no IBGE e responsável pelo projeto, “A versão anterior do Nomes no Brasil, lançada em 2016 com dados do Censo 2010, foi um sucesso absoluto e inesperado de público. Agora que temos a real dimensão do grande interesse da sociedade por dados sobre nomes, quisemos não só atualizar o site com dados do censo mais recente, como acrescentar mais dimensões para se explorar”.
Ao clicar em cada nome registrado, é possível saber o número total de pessoas registradas e a concentração de registros por localidade, além de uma linha do tempo mostrando a frequência de registros por década. O IBGE também oferece o cálculo da idade mediana para cada um dos nomes próprios (indicador que divide o grupo entre os 50% mais jovens e os 50% mais velhos).
Na consulta aos nomes mais frequentes no ranking, é possível, por exemplo, perceber algumas curiosidades: em Morrinhos (CE) e Bela Cruz (CE), a cada 100 pessoas, 22 se chamam Maria (22,30% e 22,31% do total da população das respectivas cidades). Na cidade de Santana do Acaraú (CE), a cada 10 pessoas, 1 se chama Ana (equivalendo a 10,41% do total da população). Já em Buriti dos Montes (PI), essa proporção ocorre com o nome Antonio (equivalendo a 10,06% do total da população).
Entre os sobrenomes, é possível ver que 43,38% da população de Sergipe possui “Santos” no registro. Já em Alagoas e Pernambuco, o sobrenome “Silva”, que lidera o ranking, está presente em mais de um terço dos registros das populações de ambos os estados (35,75% e 34,23%, respectivamente). Exemplo no Brasil: Osvaldo e Terezinha dão lugar a Gael e Helena
Pelo levantamento por década de nascimento, é possível perceber as tendências de nomes que entram e saem de moda ao longo do tempo, bem como aqueles que aparecem de maneira
mais constante. Cruzando os gráficos de incidência, é possível ver o declínio do uso de alguns nomes ao longo das décadas, que se refletem também nas idades medianas, a exemplo de Osvaldo e Terezinha (62 e 66 anos), assim como a ascensão dos nomes “mais recentes” – que possuem idades medianas bem mais baixa, como Gael e Helena (1 e 8 anos,respectivamente).