Procuradoria-Geral da República (PGR) avalia que, apesar das recentes descobertas da Polícia Federal, ainda são reduzidas as chances de o órgão pedir a prisão preventiva em regime fechado do ex-presidente Jair Bolsonaro antes do julgamento da ação sobre a tentativa de golpe de Estado.
Integrantes da PGR consideram que uma eventual prisão em regime fechado só seria justificada após uma condenação na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), cuja análise do caso começa no próximo dia 2 de setembro. Até lá, prevalece a visão de que antecipar a medida criaria uma tensão desnecessária.
Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, decretada em 4 de agosto pelo ministro Alexandre de Moraes após descumprimento de medidas cautelares. Antes disso, em julho, a PF já havia pedido a prisão preventiva, sob o argumento de que o ex-presidente buscava apoio nos Estados Unidos contra decisões da Justiça brasileira. O procurador-geral Paulo Gonet, entretanto, se posicionou contra a medida naquele momento, optando pela tornozeleira eletrônica e restrições adicionais para evitar risco de fuga.
Novos relatórios da PF apontam que Bolsonaro voltou a violar restrições impostas, como o uso de redes sociais e contatos com outros investigados. Moraes determinou que a defesa do ex-presidente se manifeste até esta sexta-feira (22), às 20h34. Em seguida, Paulo Gonet terá até domingo (24) para dar seu parecer.
Enquanto isso, a Polícia Federal já prepara uma cela em sua Superintendência em Brasília para o caso de prisão em regime fechado. A decisão final ficará nas mãos de Alexandre de Moraes. Apesar de, em outras ocasiões, o ministro ter seguido o posicionamento da PGR, há expectativa sobre se desta vez ele considerará suficientes as provas da PF para decretar uma prisão preventiva imediata.
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