Uma megaoperação envolvendo todas as forças de segurança do Rio de Janeiro resultou, nesta terça-feira (28), na morte de ao menos 64 pessoas e na prisão de mais de 100 suspeitos ligados ao Comando Vermelho (CV). Com esse número, a ação foi classificada como a mais letal da história fluminense, superando o massacre do Jacarezinho, ocorrido em 2021, que deixou 28 mortos.
O que se sabe até agora
Segundo a Polícia Civil, entre as vítimas estão quatro policiais. Outras nove pessoas ficaram feridas — três moradores e seis agentes de segurança. A operação, batizada de Contenção, ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital, e envolveu cerca de 2.500 agentes, com apoio de helicópteros, blindados, drones e ambulâncias.
Planejamento e alvos
A ação foi planejada ao longo de 60 dias e mobilizou unidades de elite, como a CORE (Coordenadoria de Recursos Especiais), a Delegacia de Repressão a Entorpecentes e o Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro. O objetivo era prender lideranças do CV que se refugiavam no Rio, incluindo criminosos de outros estados.
Entre os presos está Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo, homem de confiança de Doca, um dos principais líderes da facção. A polícia também apreendeu mais de 75 fuzis, rádios comunicadores e 200 quilos de drogas.
Confronto e reação
De acordo com informações da Polícia Civil, criminosos reagiram à chegada das equipes com intensa troca de tiros. Moradores relataram pânico e dificuldades para circular nas comunidades durante a incursão.
Com o alto número de mortos, a operação reacende o debate sobre o uso da força nas favelas cariocas e os limites da política de segurança pública no estado.

