O Réveillon do Rio de Janeiro acaba de ganhar um selo oficial de grandiosidade: foi reconhecido pelo Guinness Book como a maior festa de Ano Novo do mundo. Não é pouca coisa. A expectativa é de mais de 2,5 milhões de pessoas na praia de Copacabana, com shows em três palcos, apresentação de drones e um espetáculo de fogos que já virou cartão-postal global. É o Rio sendo Rio, em escala planetária.
Mas enquanto o Sudeste comemora números gigantescos, o Nordeste — e a Paraíba em especial — comemora do jeito que mais importa para quem está aqui: com festa cheia, programação forte e clima de celebração à altura da expectativa do seu público. O Réveillon de João Pessoa não disputa recordes mundiais, mas disputa atenção, afeto e presença. E nisso, vai muito bem.
Na capital paraibana, a virada acontece nas areias da Praia de Tambaú, com palco montado na altura do Busto de Tamandaré e expectativa de reunir mais de meio milhão de pessoas. A programação começa às 19h e atravessa a madrugada com uma sequência de shows que mistura ritmos, gerações e estilos.
A trilha sonora da virada inclui Pagode do Meu Agrado, Juzé, Jota Quest, Mano Walter e Pimenta Nativa. A banda Jota Quest comanda o momento da virada, a partir das 23h, levando clássicos que atravessaram décadas e seguem populares. Depois, o forró de Mano Walter embala o começo de 2026, e o axé da Pimenta Nativa garante energia até o amanhecer.
No céu, um show de fogos com duração mínima de oito minutos, todos de baixo ruído, respeitando a legislação municipal que proíbe estampidos. O espetáculo foi pensado para ser inclusivo, visualmente impactante e mais gentil com idosos, crianças, pessoas com sensibilidade auditiva e animais.
A estrutura também acompanha o tamanho da festa: área de acessibilidade próxima ao letreiro do Busto de Tamandaré, rampa fixa de acesso e 140 banheiros químicos distribuídos para atender o público com mais conforto.
No fim das contas, não há motivo para inveja. O Rio celebra a maior festa do mundo. A Paraíba celebra a festa que faz sentido para quem vive aqui. Uma é colossal, outra é proporcional. Ambas começam o ano novo com música, gente na rua e esperança renovada. E isso, convenhamos, é o que realmente importa na virada do calendário.