segunda-feira, 20 de abril de 2026
O aperto de mão de Cícero e Ricardo: mil interpretações e uma testemunha chamada Birigui
20/04/2026 09:33
Redação ON Reprodução

A política paraibana ganhou mais um capítulo daqueles em que uma simples imagem rende mais debate do que muito discurso. Desta vez, o foco está no aperto de mão entre Cícero Lucena e Ricardo Coutinho, registrado no último dia 19 de abril, em Baía da Traição, durante as comemorações do Dia dos Povos Indígenas.

O gesto, em si, é protocolar. Dois políticos experientes, acostumados ao convívio institucional, se cumprimentam em público. Nada fora do script. Mas, como já virou tradição recente por aqui, bastou o clique para surgir a enxurrada de interpretações.

Vale lembrar que não é a primeira vez, em poucos dias, que uma imagem provoca esse tipo de reação. Na semana passada, o encontro entre o governador Lucas Ribeiro e o prefeito Léo Bezerra, marcado por abraço e risadas durante um evento oficial, também virou motivo de especulação: afinal, estavam rindo de quê, estando em campos opostos na disputa?

De um lado, Cícero, que se movimenta como pré-candidato ao governo. Do outro, Ricardo, hoje no PT, partido que decidiu, com aval nacional, caminhar ao lado do governador Lucas Ribeiro — movimento que, diga-se, não caiu exatamente como música aos ouvidos do ex-governador. Pronto: cenário perfeito para transformar um aperto de mão em tese política.

Mas há um detalhe curioso nessa história. A foto tem testemunha. E não é qualquer testemunha. É Birigui.

Figura já conhecida de quem acompanha a caminhada do ex-prefeito Cícero Lucena, Birigui — ou melhor, Kauê Braga — é aquele personagem que está sempre presente, ainda que quase nunca seja o foco. Um “Lombardi” dos tempos digitais, fiel escudeiro de Cícero Lucena, responsável por registrar tudo com o celular em punho.

A relação entre os dois já virou quase folclore administrativo. O prefeito não esconde a proximidade e costuma brincar que passa mais tempo com Birigui do que com a própria esposa, Lauremília Lucena. Entre registros, broncas e elogios públicos, ele virou peça inseparável da rotina.

E lá estava ele, mais uma vez, no momento exato em que a política produziu mais uma de suas imagens abertas à interpretação.

O tal aperto de mão, enfim, pode ter sido apenas isso: um gesto cordial em meio a um evento público. Ou pode ser mais, dependendo de quem observa. Na dúvida, a cena fica registrada.

Com direito a um detalhe importante: se alguém quiser saber exatamente como foi, talvez a melhor versão esteja justamente com quem filmou tudo de perto.

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