A inundação que atingiu na quarta-feira a fronteira entre o Nepal e o Tibete deixou pelo menos 362 pessoas mortas. O número de desaparecidos chega a 1.500, segundo as últimas informações. Mais de 700 são turistas estrangeiros.
As equipes de resgate no Nepal recuperaram ao menos 359 corpos, informou a Polícia do Nepal em boletim na manhã de quinta-feira. Os corpos foram recuperados em Rasuwa, Nuwakot, Dhading, Chitwan, Gorkha e Tanahun. Mais de 40 pessoas tiveram ferimentos e estão sendo tratadas em diferentes hospitais do país. São 3.318 agentes empenhados nos resgates das vítimas.
Entre os estrangeiros desaparecidos estão dezenas de peregrinos hindus que se dirigiam ao monte Kailash, a montanha sagrada e nevada do Tibete.
A enchente devastou o vale do rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, ao norte de Katmandu, e o vale do rio Bhote Koshi, a leste da capital nepalesa.
As chuvas de monção, de junho a setembro, frequentemente provocam inundações repentinas e deslizamentos de terra mortais no sul da Ásia. Cientistas afirmam que as mudanças climáticas aumentam a frequência e a intensidade desses eventos climáticos extremos.
Além disso, o aquecimento global causa o derretimento de geleiras em todo o mundo, aumentando o risco de inundações.


