O ato que oficializou a filiação do senador Efraim Filho ao PL, neste domingo (22), em João Pessoa, foi muito além de um simples movimento partidário. O evento, que reuniu lideranças nacionais e estaduais, acabou se transformando em uma vitrine do clima de campanha que já domina os bastidores da política paraibana – com direito a gestos simbólicos, articulações de bastidores, provocações e, principalmente, muito otimismo.
Um dos momentos mais comentados foi a entrada do senador Flávio Bolsonaro no palco. Repetindo um gesto que já havia gerado forte repercussão na semana passada, em Ji-Paraná, em Rondônia, ele surgiu dançando, em um movimento que mistura descontração com estratégia de comunicação. Na ocasião anterior, a “dancinha” foi alvo de críticas por ter ocorrido enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro estava internado em estado delicado. Desta vez, porém, Flávio não apenas ignorou a polêmica como reforçou o gesto, o que indica que a cena pode ter sido incorporada de vez ao seu repertório de campanha.

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Entusiasmo
O clima no evento foi de entusiasmo absoluto. A aposta do grupo é de que a filiação de Efraim ao PL represente um ponto de virada em sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Hoje em terceiro lugar nas pesquisas, atrás de Cícero Lucena e Lucas Ribeiro, o senador tenta ganhar fôlego com a nova configuração partidária e com a presença mais ativa de lideranças nacionais no palanque.
Nesse contexto, um movimento político chamou atenção. Efraim sinalizou de forma positiva para a possível filiação de Juliana Cunha Lima, esposa do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, abrindo caminho para que ela possa, eventualmente, compor a chapa como candidata a vice-governadora. A fala foi carregada de entusiasmo e acompanhada de elogios ao “magnetismo” político de Bruno, numa clara tentativa de ampliar alianças e fortalecer o projeto eleitoral.
Se por um lado o evento foi marcado por festa e confiança, por outro também trouxe as primeiras faíscas mais evidentes da disputa. A declaração do deputado estadual George Morais, irmão de Efraim, ao projetar um segundo turno sem Cícero Lucena e com possível apoio do prefeito ao senador, provocou reação imediata. Cícero respondeu de forma dura, afirmando que Efraim precisa, antes de tudo, apresentar desempenho consistente nas pesquisas.
Entre coreografias, articulações e trocas de farpas, o encontro no Dommus Hall deixou claro que o processo eleitoral de 2026, mesmo ainda distante no calendário, já está em pleno movimento na Paraíba – e com todos os ingredientes de uma campanha que promete ser intensa.