Nordeste pede socorro: Paraíba vive cenário de calamidade e crise avança pela região
03/05/2026 05:41
Redação ON Reprodução

A cena que se repete em vídeos e relatos nas redes sociais é de desespero. Casas invadidas pela água, famílias ilhadas, pessoas perdendo tudo em questão de minutos. A Paraíba, hoje, pede socorro.

O governo do estado já reconheceu a gravidade e decretou oficialmente estado de calamidade. Cerca de 20 municípios foram atingidos e mais de 2 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas, número que segue crescendo. Há registros de mortes, resgates dramáticos e cidades com estruturas comprometidas após volumes históricos de chuva.

O cenário, no entanto, não é isolado. Em matéria publicada ontem, O Norte Online já havia mostrado que a crise se espalha pelo Nordeste, com estados como Pernambuco também enfrentando perdas humanas, destruição e milhares de pessoas fora de casa.

A diferença agora é o grau de urgência. A Paraíba entrou definitivamente no mapa das grandes tragédias recentes do país. Em menor escala, mas com sinais semelhantes ao que se viu no Rio Grande do Sul, que entre o fim de abril e maio de 2024 enfrentou uma das maiores tragédias climáticas da história do Brasil, com 147 mortos e impactos em 478 dos 497 municípios do estado.

É esse tipo de mobilização nacional que começa a ser necessário agora. Assim como ocorreu no Sul, quando houve uma corrente de solidariedade com envio de doações e apoio às vítimas, o Nordeste também precisa de atenção urgente.

Diante desse cenário, é urgente também organizar a solidariedade. Uma ação coordenada entre o Governo do Estado e as prefeituras pode fazer diferença imediata, com a criação de um canal único de arrecadação – seja por meio de um telefone, uma página oficial ou pontos físicos definidos – para concentrar doações e orientar a população sobre como ajudar.

A população precisa de abrigo, alimentos, água potável e assistência imediata. Governos atuam, mas a dimensão do problema exige mais – exige organização e engajamento coletivo.

Clique AQUI e veja o vídeo

O vídeo que acompanha esta matéria, com imagens coletadas de perfis de jornalistas, veículos, influenciadores e moradores, ajuda a dimensionar o que os números não conseguem traduzir. Não são apenas estatísticas. São vidas interrompidas, rotinas destruídas e um estado inteiro tentando reagir.

A Paraíba pede socorro. E o Nordeste precisa ser ouvido.

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