No Brasil de hoje, quatro em cada dez eleitores se identificam como petistas, pouco mais de um terço se declara bolsonarista e uma fatia relevante prefere não vestir nenhuma camisa ideológica, permanecendo no centro ou à margem da polarização política.
Os dados são de pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta quarta-feira, 24. O levantamento mostra que 40% dos entrevistados se dizem petistas, enquanto 34% afirmam ser bolsonaristas. O restante se concentra entre os que não se identificam com nenhum dos dois campos ou adotam uma posição intermediária.
Em relação à rodada anterior, realizada em julho, o grupo que se declara petista teve oscilação positiva de um ponto percentual. Já o contingente bolsonarista apresentou queda de três pontos, embora siga numeroso e com forte presença no debate público.
Para mapear essas posições, os entrevistados foram convidados a se colocar em uma escala de 1 a 5. Aqueles que escolheram 1 ou 2 foram classificados como bolsonaristas, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Os que marcaram 4 ou 5 foram considerados petistas. Quem optou pelo número 3 foi enquadrado como neutro, grupo que hoje representa o eleitor que flerta com o centrão ou prefere ficar em cima do muro.
A pesquisa ouviu 2.002 eleitores em 113 municípios brasileiros, entre os dias 2 e 4 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O retrato atual do eleitorado indica que, a preços de hoje, a eleição presidencial de 2026 caminha para mais uma disputa marcada pela polarização. De um lado, o petismo associado ao lulismo. Do outro, o bolsonarismo que tende a se reorganizar em torno do senador Flávio Bolsonaro. Entre esses dois blocos, um eleitorado que resiste a escolher lados e pode ser decisivo no resultado final, em um ambiente que promete meses de tensão, embates duros e clima de campanha permanente até outubro do próximo ano.

