terça-feira, 12 de maio de 2026
Neymar na pré-lista mantém viva a última esperança da Seleção para a Copa
11/05/2026 17:48
Redação ON Reprodução

A CBF não divulga oficialmente. A FIFA não publica. Carlo Ancelotti também evita qualquer confirmação pública. Ainda assim, como acontece em toda convocação importante da Seleção Brasileira, a pré-lista de 55 nomes enviada à FIFA vazou nos bastidores e virou assunto dominante no futebol brasileiro.

O detalhe mais simbólico dessa relação extraoficial é justamente a presença de Neymar. Em meio às dúvidas físicas, às lesões recorrentes e ao debate sobre sua utilidade técnica neste momento da carreira, o camisa 10 aparece entre os nomes que seguem monitorados por Ancelotti para a convocação definitiva da Copa do Mundo.

E, neste momento, talvez isso já seja muito.

Porque pior do que gerar discussão seria Neymar sequer aparecer nessa relação preliminar. Estar fora da pré-lista significaria praticamente um adeus antecipado ao Mundial. Estar dentro, mesmo sem garantia alguma, mantém aberta uma fresta. Uma última esperança.

A situação ganhou ainda mais repercussão porque a chamada “lista larga” da FIFA virou um território de especulações. Sem divulgação oficial, jornalistas, comentaristas e setoresistas passaram os últimos dias montando versões próprias da relação enviada pela CBF. Alguns afirmam ter tido acesso ao documento. Outros trabalham com informações cruzadas. E há também quem simplesmente esteja “chutando” nomes.

Nesse ambiente nebuloso, surgem relatos de jogadores que teriam pedido para ficar fora, atletas considerados lesionados, veteranos reaparecendo e jovens sendo observados por Ancelotti.

O prazo oficial para envio da relação terminou nesta segunda-feira, 11 de maio. A partir dela sairá a convocação definitiva dos 26 jogadores, marcada para a próxima segunda-feira, dia 18.

Entre os nomes mais comentados nos bastidores aparecem veteranos como Casemiro e Thiago Silva, além de jovens como Estêvão, Vitor Reis e Hugo Souza. Por outro lado, jogadores como Rodrygo e Éder Militão, ambos convivendo com problemas físicos recentes, aparecem como ausências praticamente certas.

Mas nenhum nome provoca mais discussão do que Neymar.

A presença dele na pré-lista funciona quase como um símbolo. Não apenas pela história construída na Seleção, mas porque a própria Copa parece exigir uma resposta definitiva sobre seu papel no futebol brasileiro. Aos 34 anos, Neymar chega ao Mundial cercado por dúvidas físicas, críticas e desconfiança, mas ainda carregando algo raro: a sensação de que, mesmo longe do auge, continua capaz de mudar um jogo.

Ancelotti sabe disso.

E talvez por isso tenha evitado fechar completamente a porta.

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