domingo, 8 de fevereiro de 2026
Morte de adolescente após briga com ex-piloto no DF expõe sequência de violência e novos desdobramentos do caso
08/02/2026 05:28
Redação ON Reprodução

A morte do estudante Rodrigo Castanheira, de 16 anos, no Distrito Federal, encerra de forma trágica uma sequência de eventos que começou na madrugada do dia 23 de janeiro e terminou mais de duas semanas depois, com o jovem não resistindo a um grave traumatismo craniano. O caso envolve o ex-piloto de Fórmula Delta Pedro Turra, de 19 anos, que se tornou o principal investigado pelas agressões que levaram à hospitalização do adolescente.

A confusão ocorreu em Vicente Pires, após uma discussão aparentemente banal. Segundo o que foi apurado até agora, o piloto teria arremessado um chiclete em um amigo de Rodrigo. O adolescente reagiu, e os dois passaram a trocar socos em uma área cercada por carros. Durante a briga, Rodrigo caiu e bateu a cabeça, sofrendo um traumatismo craniano grave. Desde então, permaneceu internado no Hospital Brasília, sedado e em estado considerado gravíssimo pelos médicos.

Com a piora do quadro clínico nas últimas horas, Rodrigo não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada por familiares, e a comoção se espalhou pelas redes sociais. O tio do adolescente, Flavio Henrique Fleury, lamentou publicamente a perda. O colégio onde Rodrigo estudava também divulgou nota de pesar, destacando o impacto da morte do estudante na comunidade escolar.

Ainda nos primeiros dias após a agressão, Pedro Turra chegou a ser detido, mas acabou liberado após pagamento de fiança. Com o agravamento do quadro de saúde da vítima e, posteriormente, com a confirmação da morte, a Justiça voltou a se debruçar sobre o caso. Na semana passada, uma nova ordem de prisão foi expedida, e Turra voltou ao sistema prisional por determinação judicial. A decisão foi comunicada pelo delegado Pablo Aguiar, responsável pela investigação.

Em mais um desdobramento recente, o Superior Tribunal de Justiça negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-piloto. A negativa ocorreu porque ainda há um pedido semelhante em análise no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o que impediu o STJ de apreciar o mérito da solicitação neste momento.

Após a confirmação da morte de Rodrigo, a família de Pedro Turra divulgou uma carta pública lamentando o desfecho do caso. No texto, os parentes do piloto afirmam “profundo respeito e sincera solidariedade” aos familiares da vítima e dizem se unir “aos pais, familiares e amigos, expressando as mais sentidas condolências” neste momento de luto. A nota foi divulgada pelo escritório de advocacia que representa Turra.

Paralelamente ao caso que terminou de forma fatal, a polícia também apura outras ocorrências que teriam envolvimento do ex-piloto. Entre elas, estão uma briga registrada em Águas Claras, a agressão a um homem de 49 anos em uma discussão de trânsito e o relato de uma jovem menor de idade, que afirma ter sido forçada a ingerir bebida alcoólica. Esses episódios passaram a ser analisados em conjunto no contexto do histórico recente de violência atribuído ao investigado.

Com a morte do adolescente, o caso deixa de ser apenas mais um episódio de violência urbana e passa a ter repercussão criminal e social mais ampla, levantando questionamentos sobre reincidência, responsabilização penal e a escalada de conflitos que começam em situações banais e terminam em tragédia.

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