O ex-deputado estadual Eilzo Nogueira Matos morreu aos 91 anos, conforme confirmou o deputado estadual Felipe Leitão, seu neto, por meio de mensagem publicada nas redes sociais. Ao anunciar a morte, ele destacou a trajetória do avô como homem público, intelectual e figura de forte influência na vida política e cultural da Paraíba.
Eilzo Matos construiu uma carreira marcada pela atuação em diferentes áreas. Foi deputado estadual, exerceu cargos estratégicos no governo, como secretário de Segurança Pública e secretário do Interior e Justiça, além de ter se dedicado à literatura e à vida acadêmica como membro da Academia Paraibana de Letras.
Natural de Sousa, no Sertão paraibano, onde nasceu em 23 de junho de 1934, no sítio Gato Preto, Eilzo Matos também teve papel relevante na área cultural. Foi presidente da Fundação Cultural do Estado da Paraíba, integrou conselhos culturais e dirigiu a Rádio Tabajara, contribuindo para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à cultura.
Na política, exerceu mandatos como deputado estadual nas décadas de 1970, com atuação destacada. No Executivo, ocupou funções de peso e participou de iniciativas importantes, como a criação da Faculdade de Direito de Sousa e do Festival de Inverno de Areia, projetos que deixaram legado duradouro no estado.
Eilzo Matos era avô do deputado estadual Felipe Leitão, um dos nomes mais influentes atualmente na Assembleia Legislativa da Paraíba. Leitão busca a reeleição e se movimenta nos bastidores com o objetivo de disputar a presidência da Casa a partir de 2027.
A morte de Eilzo Matos gerou repercussão entre lideranças políticas, intelectuais e amigos, que ressaltaram sua contribuição para o desenvolvimento institucional e cultural da Paraíba.