O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou ao presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, que sejam acrescentadas sessões extras no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais sete aliados acusados de tentar impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022.
O julgamento do chamado “núcleo crucial” da trama golpista começou em 2 de setembro e já tinha na agenda sessões nos dias 9, 10 e 12 de setembro de 2025, sempre das 9h às 12h, além de reuniões extraordinárias nos dias 9 e 12, das 14h às 19h. Agora, Moraes pediu que o dia 11 também seja incluído no calendário, ampliando o espaço para os votos dos ministros.
Entre os réus estão o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o deputado Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos, o general da reserva Augusto Heleno, o ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. O julgamento ocorre de forma presencial.
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Lula almoça com militares no Alvorada
Paralelamente ao avanço do julgamento no STF, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta sexta-feira (5) no Palácio da Alvorada o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, além de comandantes e ex-comandantes das Forças Armadas.
O encontro teve caráter informal e sem pauta específica, funcionando como um gesto político às vésperas do 7 de Setembro. Participaram o general Tomás Paiva (Exército), o almirante Marcos Sampaio Olsen (Marinha) e o tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno (Aeronáutica).
O almoço ocorreu em meio ao clima tenso provocado pelo julgamento de Bolsonaro e de seus ex-auxiliares militares, acusados de conspirar contra a democracia. A data das comemorações da Independência, que este ano destacará bandeiras ligadas à soberania nacional, à COP30 e ao Novo PAC, deu ao encontro uma dimensão ainda mais simbólica no tabuleiro político e institucional de Brasília.

