O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou formalmente que o escritório de advocacia de sua esposa tenha qualquer participação ou atuação na operação de aquisição do BRB pelo Banco Master junto ao Banco Central. Em nota de esclarecimento, o magistrado afirmou que a banca jurídica jamais representou interesses na referida transação e rechaçou a existência de qualquer pressão ou influência sobre o órgão regulador para favorecer a instituição financeira.
O esclarecimento detalha que Moraes realizou duas reuniões com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ambas em seu gabinete no STF, mas com pauta exclusivamente jurídica. Segundo o ministro, os encontros ocorreram nos dias 14 de agosto e 30 de setembro para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky — legislação internacional de sanções — que atingiu a ele e, posteriormente, à sua esposa. Moraes enfatizou que o tema da aquisição bancária nunca foi mencionado em tais conversas.
Para reforçar a transparência sobre os fatos, o ministro destacou que jamais esteve pessoalmente na sede do Banco Central e que inexistiram ligações telefônicas entre ele e a presidência da autarquia sobre esse ou qualquer outro assunto. A nota reafirma que o escritório de sua esposa é alheio à operação Master-BRB, buscando dissipar especulações sobre supostos conflitos de interesse ou interferência política nos processos de aprovação do Banco Central.

