O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a possibilidade de concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A consulta ocorre em meio ao novo pedido da defesa, que voltou a alegar risco à saúde para tentar reverter a decisão anterior que negou o benefício.
Bolsonaro está internado há uma semana, após dar entrada no hospital no dia 13 com febre alta e queda na saturação de oxigênio. Exames confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral. De acordo com o boletim médico mais recente, ele apresenta boa evolução clínica, responde positivamente ao tratamento com antibióticos intravenosos e segue sob acompanhamento intensivo, com fisioterapia respiratória e motora.
A condição de saúde passou a ser o principal argumento dos advogados, que defendem a necessidade de acompanhamento contínuo e intervenção imediata, sob risco de agravamento do quadro. A petição sustenta que a ausência de vigilância permanente pode favorecer a repetição de episódios semelhantes, elevando o risco clínico.
No novo pedido, a defesa também admite a adoção de medidas restritivas, como monitoramento eletrônico, caso a prisão domiciliar seja concedida. A estratégia é reforçar o caráter humanitário da solicitação, diante da evolução recente do estado de saúde do ex-presidente.
A manifestação da PGR será determinante para o próximo passo de Moraes, que poderá manter ou revisar a decisão tomada no início de março, quando negou o pedido de domiciliar. Até lá, o caso segue em aberto, com o quadro clínico de Bolsonaro no centro da discussão jurídica e política.