Milhões de pessoas ocuparam ruas em todo o território dos Estados Unidos neste sábado (28) em uma das maiores mobilizações recentes contra o presidente Donald Trump. Sob o lema “No Kings” (“sem reis”), os protestos se espalharam pelos 50 estados e reuniram uma multidão indignada com decisões políticas, a condução da guerra no Irã e o que manifestantes classificam como uma crescente postura autoritária do governo.
A mobilização ganhou dimensão nacional, com mais de 3.100 atos registrados — número superior ao de manifestações anteriores. Em Nova York, a Times Square ficou completamente tomada. Em Minnesota, o movimento ganhou contornos ainda mais fortes após episódios de mortes envolvendo ações de agentes federais, levando centenas de milhares às ruas do Capitólio estadual e arredores.
Os protestos também refletem o acúmulo de insatisfação com a política migratória e com o estilo personalista de Trump, frequentemente acusado por opositores de tentar centralizar poder e impor sua marca sobre instituições públicas. Um dos pontos que ampliaram a revolta recente foi a divulgação de medidas simbólicas associadas ao presidente, vistas por críticos como sinais de culto à personalidade.
Em Los Angeles, a polícia prendeu dois manifestantes durante confrontos pontuais, mas, no geral, os atos ocorreram de forma massiva e relativamente pacífica. Já em Minnesota, o evento contou até com a participação do músico Bruce Springsteen, que apresentou uma canção em homenagem a vítimas de violência recente, transformando o protesto também em um ato simbólico de resistência cultural.
Esta foi a terceira grande onda de manifestações em menos de um ano, consolidando o movimento “No Kings” como a principal forma de oposição popular ao atual governo desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025.
Com novas motivações surgindo — especialmente ligadas à guerra no Oriente Médio e às baixas de militares americanos —, a tendência é de que os protestos continuem crescendo, mantendo a pressão sobre a Casa Branca em um cenário político cada vez mais tensionado.

