A venezuelana María Corina Machado, principal líder da oposição ao regime de Nicolás Maduro, foi anunciada nesta sexta-feira (10) como a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025. A escolha, feita pelo Comitê Norueguês do Nobel, é vista como um gesto simbólico de apoio à luta pela democracia na América Latina e um alerta global contra o avanço do autoritarismo.
Machado, que enfrentou perseguições, cassação de direitos políticos e ameaças de prisão por desafiar o governo venezuelano, é reconhecida por sua defesa intransigente da liberdade e por ter se tornado o principal rosto da resistência democrática no país.
O prêmio deste ano foi marcado também pela forte pressão e pelo lobby internacional liderado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou abertamente seu desejo de se tornar laureado, em linha com quatro ex-presidentes americanos que já receberam a honraria — Theodore Roosevelt, Woodrow Wilson, Jimmy Carter e Barack Obama. A escolha de Oslo, no entanto, seguiu outro caminho, premiando uma mulher latino-americana que simboliza a luta contra regimes autoritários.
Segundo os organizadores, o reconhecimento a María Corina Machado representa também uma mensagem de alerta sobre os ataques que a democracia vem sofrendo em várias partes do mundo.

