terça-feira, 4 de agosto de 2026
Marcha para Jesus reúne multidão, mas trânsito entra em colapso em João Pessoa – veja vídeo
08/11/2025 18:37
Redação ON Reprodução

A Marcha para Jesus transformou o sábado (8) em João Pessoa num grande dia de fé, louvor e celebração. O evento, que já é tradicional no calendário da capital, reuniu caravanas, ministérios de louvor, trios elétricos e atrações nacionais do gospel, arrastando milhares de pessoas até a orla de Tambaú.

Mas, junto com o clima de festa, a cidade viveu um dos piores dias de congestionamento do ano.

Desde o início da tarde, a Avenida das Pessoas — que é um dos principais corredores de ligação entre o Centro, a Epitácio, a orla e parte da Zona Sul — foi completamente interditada poucos metros depois da Praça da Independência. Na prática, isso engarrafou a circulação em todas as rotas alternativas e estrangulou o tráfego em vários bairros.

Motoristas reclamaram nas redes sociais, filas quilométricas se formaram em pontos distantes do evento e houve relatos de carros passando até 40 minutos para se deslocar poucos quilômetros. E a CEMOB pouco se manifestou para explicar de forma clara o que estava acontecendo, ou orientar rotas alternativas objetivas. Uma interdição de tal porte, anunciada sem grande ênfase e sem aviso à altura do impacto real, causou caos.

O evento em si, é importante registrar, é gigantesco, bonito e merece elogios. A Marcha para Jesus é uma das maiores manifestações de fé da Paraíba. Tem peso cultural, social, identidade, atrai público regional, reúne denominações diferentes e tem este ano um fator humanitário adicional: a ação de cadastramento de doadores de órgãos — o que é louvável e engrandece ainda mais o propósito de unir fé, solidariedade e serviço.

Mas a cidade não pode viver isso sem planejamento.

A Marcha tem história, tem força, tem relevância. Mas João Pessoa precisa aprender a dimensionar que, quando se fecha uma artéria como a Avenida das Pessoas, não se está fechando “uma rua”. Está se amputando uma ligação que sustenta a mobilidade da capital.

E o sábado mostrou, mais uma vez, que fé e logística precisam caminhar juntas. Porque um evento pode ser um sucesso — e foi —, mas a cidade ao redor não pode ser entregue ao colapso.

canal whatsapp banner

Compartilhe: