A Petrobras anunciou a escolha de Marcelo Weick Pogliese para presidir o conselho de administração da estatal, ainda que de forma temporária, até a definição de um nome definitivo em assembleia marcada para 16 de abril. Trata-se de um dos cargos mais importantes da empresa e, na prática, o mais alto da estrutura de governança.
O conselho de administração é responsável pelas decisões estratégicas da Petrobras. É ali que se definem investimentos bilionários, políticas de preços, distribuição de dividendos e os rumos gerais da companhia. Enquanto a presidência executiva cuida do dia a dia, o conselho exerce o papel de comando, fiscalização e alinhamento com os interesses do acionista controlador, no caso, o governo federal.
Marcelo Weick, embora nascido em São Paulo, construiu praticamente toda a sua trajetória acadêmica e profissional na Paraíba, onde se consolidou como um dos principais nomes do direito eleitoral no país. Professor da Universidade Federal da Paraíba desde 2008, é doutor pela UERJ, mestre pela UFRN e possui pós-doutorado na Espanha. No serviço público, já ocupou cargos como procurador-geral do estado, procurador-geral de João Pessoa e secretário de governo. Mais recentemente, atuava como secretário especial para assuntos jurídicos da Casa Civil, posição estratégica no Palácio do Planalto.
A nomeação reforça um movimento que chama atenção em Brasília: o crescimento da presença paraibana em posições-chave do poder. Hoje, o estado ocupa espaços de destaque em diferentes áreas da administração federal e das instituições.
Estão entre esses nomes o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; o presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo; e o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin. No sistema financeiro, a Paraíba também marca presença com Tarciana Medeiros no Banco do Brasil e Carlos Vieira na Caixa Econômica Federal.
Na Esplanada dos Ministérios, o estado conta com dois ministros: Frederico Siqueira, nas Comunicações, e Gustavo Costa Feliciano, no Turismo. Além disso, em meio à indefinição sobre a sucessão na Secretaria de Relações Institucionais, o diplomata paraibano Marcelo Antônio Cunha Costa assumiu interinamente a articulação política do governo federal, função central na relação com o Congresso.
O conjunto desses nomes evidencia um momento raro de protagonismo para a Paraíba no cenário nacional, ocupando espaços decisivos tanto na política quanto na economia. A chegada de Marcelo Weick ao topo da governança da Petrobras amplia ainda mais esse mapa de influência, colocando um paraibano no centro das decisões de uma das maiores empresas do país.
