O Busto de Tamandaré, em João Pessoa, é palco de uma grande manifestação neste domingo ensolarado. Milhares de pessoas se concentram no local, onde ao mesmo tempo acontece o circuito nacional de vôlei, fazendo com que manifestantes e torcedores se misturem nas filas e na movimentação em torno da arena. O Norte Online esteve presente e registrou em vídeo a mobilização, que conta com carro de som, músicas de protesto e gritos contra a proposta de anistia a condenados pelo golpe e contra a chamada PEC da Blindagem, aprovada na Câmara dos Deputados. A indignação é direcionada ao que os participantes chamam de tentativa dos parlamentares de se colocarem acima da lei.
Mobilizações pelo Brasil
As manifestações acontecem em ao menos 30 cidades e 22 capitais brasileiras. Em Brasília, o ato começou às 10h, em frente ao Museu Nacional, com a participação musical do cantor Chico César. Já em Belo Horizonte, a Praça Raul Soares amanheceu tomada por manifestantes às 9h, embalados pela presença da cantora Fernanda Takai.
Em São Paulo, a concentração está marcada para as 14h no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, milhares de pessoas se dirigem a Copacabana para acompanhar tanto o protesto quanto um show gratuito com nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque, que se apresentam juntos em um trio elétrico saindo do Posto 5 também às 14h.
Outros artistas, como Djavan, Maria Gadú, Marina Sena e o grupo Os Garotin, confirmam presença em diferentes cidades, reforçando o caráter cultural e popular dos atos.
Contra a blindagem e a anistia
As mobilizações têm dois focos principais: a rejeição à chamada PEC da Blindagem, aprovada pela Câmara no último dia 16, e a crítica à proposta de anistia para condenados por tentativa de golpe de Estado. A primeira dificulta a abertura de processos criminais contra parlamentares; a segunda inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão.
Movimento plural
A participação nos protestos reúne não apenas movimentos populares e entidades da sociedade civil, mas também integrantes da base do governo no Congresso, além de centrais sindicais. Os organizadores reforçam que a sociedade não admite retrocessos que coloquem parlamentares fora do alcance da lei ou que anistiem crimes já julgados.