“Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos.” Foi assim que o pastor Silas Malafaia reagiu à carta em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mesmo derrotado nas urnas. Segundo a coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, a crítica foi enviada a aliados pelo WhatsApp nesta quarta-feira (28).
O pastor atacou o aconselhamento recebido pelos filhos do ex-presidente e a decisão de alterar o comunicado depois de sua divulgação. “Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu.
Na mesma mensagem, Malafaia afirmou que Donald Trump já havia retirado o apoio a Flávio e encerrou a avaliação com outra expressão ofensiva: “Um bando de amadores babacas”. A manifestação do pastor, porém, não constitui uma confirmação da posição do governo americano.
A irritação veio após a divulgação da carta pelo aliado Paulo Figueiredo. O documento substituiu uma entrevista coletiva que Flávio previa conceder na manhã de quinta-feira (29), em Miami, depois de deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos.
Na versão inicial, o senador se declarou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e alegou fraude na votação, sem apresentar provas. Depois da repercussão, publicou um texto revisado nas redes sociais, no qual passou a se definir como “líder do Brasil”.
Auditoria desaconselhada
Segundo o relato publicado, antes de deixar o país, Flávio também cogitou solicitar uma auditoria das urnas eletrônicas, mas foi aconselhado a não abrir uma nova ofensiva contra o sistema de votação.
O assunto foi discutido em um almoço na segunda-feira (26), em Brasília, com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, o senador eleito Guilherme Derrite (PP) e as advogadas Maria Claudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet.
Entre os argumentos apresentados estava o precedente de 2022, quando o PL recebeu multa de R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé ao contestar o resultado da eleição presidencial. A decisão foi tomada por Alexandre de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
Procurado pela coluna para comentar as mensagens, Malafaia preferiu encerrar o assunto: “Eu não tenho mais nada para falar. Não tem nada que falar não, amigo”.

