A Paraíba volta a ser palco de uma onda de escândalos envolvendo crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Em meio ao impacto da prisão dos influenciadores Hytalo Santos e seu marido, Euro, acusados de exploração sexual de menores, surge agora mais um episódio estarrecedor: um professor de rede privada de ensino foi preso em Guarabira, no Brejo paraibano, acusado de assediar alunas menores de idade.
Segundo a Polícia Civil, o docente vinha praticando os crimes desde 2024, dentro das próprias instituições em que lecionava. O caso ganhou repercussão após uma estudante de 15 anos divulgar mensagens de voz recebidas do professor, revelando a conduta criminosa. Com o avanço das investigações, outras vítimas apareceram e relataram terem sofrido intenso abalo psicológico, a ponto de algumas manifestarem medo de voltar às aulas.
Os dois casos escancaram um cenário revoltante: criminosos que se aproveitam da vulnerabilidade de crianças e adolescentes, seja dentro da escola, seja por meio das redes sociais. É preciso registrar nossa indignação diante de tamanha covardia. Não se trata apenas de crime contra indivíduos, mas contra toda a sociedade, que não pode tolerar esse tipo de violência.
Que tanto o professor de Guarabira quanto os influenciadores de Campina Grande recebam punições exemplares. A proteção da infância deve ser prioridade absoluta, e a Justiça não pode falhar diante de crimes tão repugnantes.