Pesquisa do Datafolha divulgada nesta quinta-feira (14) revela que 51% dos brasileiros concordam com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, 53% avaliam que o magistrado age dentro da lei.
O levantamento, realizado entre segunda (11) e terça-feira (12), ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em 113 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Os entrevistados responderam à seguinte pergunta: “A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi decretada porque ele teria desobedecido a ordem de não usar as redes sociais ao participar de uma chamada de vídeo em uma manifestação em seu apoio, com ataques ao STF, transmitida por terceiros. Você concorda ou discorda da decisão do ministro Alexandre de Moraes?”.
Do total, 51% afirmaram concordar com a medida, enquanto 42% discordaram. Outros 3% não se posicionaram, e 4% não souberam responder. Apesar do apoio à prisão, 43% consideram que Bolsonaro é tratado de forma mais rigorosa pela Justiça do que outros políticos.
Quando questionados sobre uma possível injustiça na atuação de Moraes, 53% disseram que o ministro segue a lei e a Constituição. Já 39% acreditam que Bolsonaro está sendo alvo de perseguição política, e 7% não opinaram.
O índice de aprovação à prisão do ex-presidente se assemelha ao registrado em abril de 2018, quando o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi preso: na época, 54% consideraram a decisão justa, e 40%, injusta.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, após Moraes considerar que ele descumpriu medidas cautelares ao se manifestar em redes sociais de terceiros. Um dia antes, o ex-presidente participou virtualmente de um ato em sua defesa.
O ex-presidente é réu no STF sob acusações de tentativa de golpe de Estado e de atentar contra o Estado Democrático de Direito após a derrota eleitoral em 2022. Nesta quarta-feira (13), sua defesa apresentou as alegações finais no processo. Bolsonaro nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política.

