João Pessoa, sábado, 5 de setembro de 2026
Made in PB: Matheus Cunha e Douglas Santos  brilham na goleada do Brasil e colocam a Paraíba na festa
19/06/2026 23:32
Redação ON Reprodução

A goleada do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti, que devolveu a confiança à Seleção Brasileira na Copa do Mundo, teve participação importante de dois paraibanos. Matheus Cunha marcou os dois primeiros gols da partida e Douglas Santos também foi muito bem no jogo, formando uma excelente parceria pelo lado esquerdo com Vinícius Júnior. 

Era uma vitória obrigatória. E a equipe de Carlo Ancelotti fez valer sua superioridade. Isso não é pouca coisa. Na própria primeira rodada do Mundial, Espanha e Portugal tropeçaram diante de adversários de nível semelhante ou até inferior ao Haiti. Camisas pesadas precisam transformar favoritismo em autoridade, e foi isso que o Brasil conseguiu fazer diante de 67 mil torcedores no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, com uma arquibancada majoritariamente amarela.

Até aqui, Vinícius Júnior é o principal nome da Seleção Brasileira na competição. Depois de marcar contra o Marrocos, voltou a ser decisivo ao participar dos dois gols de Matheus Cunha e ainda deixar o seu, confirmando uma sintonia cada vez maior com Carlo Ancelotti. O atacante do Real Madrid finalmente começa a reproduzir na Seleção o futebol que o transformou em um dos melhores jogadores do mundo.

Vinícius Júnior foi eleito o melhor em campo pela segunda vez seguida. Nos quatro gols do Brasil na Copa, marcou dois e participou diretamente dos outros dois. O camisa 7 é, até agora, o dono da Seleção.

Matheus Cunha, por sua vez, justificou mais uma vez a confiança do treinador italiano. Enquanto parte da torcida clamava por Endrick, Ancelotti insistiu em seu camisa 9 e foi recompensado. Mais móvel do que um centroavante tradicional, o atacante participou da construção das jogadas, pressionou a saída de bola adversária e apareceu na área para marcar duas vezes, dando tranquilidade ao Brasil logo no primeiro tempo.

Nem tudo, porém, foi perfeito. Raphinha voltou a mostrar uma diferença preocupante entre o desempenho exuberante que apresenta no Barcelona e a falta de confiança com a camisa da Seleção. Desperdiçou oportunidades e deixou o campo lesionado. Ainda não se sabe a gravidade do problema. Na substituição, Ancelotti voltou a contrariar a expectativa da torcida e optou por Rayan, deixando Endrick novamente no banco. O garoto só entrou aos 17 do 2º tempo.

Uma curiosidade do lado haitiano chamou a atenção. O técnico francês Sébastien Migné classificou a seleção caribenha para a Copa do Mundo sem nunca ter pisado no Haiti. Desde que assumiu a equipe, em 2024, trabalha à distância em razão da grave crise de violência que atinge o país.

Segundo tempo

O segundo tempo foi bem diferente da etapa inicial. Com a vantagem construída antes do intervalo, o Brasil voltou em ritmo mais lento e acabou permitindo que o Haiti tivesse seus melhores momentos na partida. A seleção caribenha adiantou as linhas, exerceu alguma pressão e voltou a expor certas fragilidades defensivas da equipe de Carlo Ancelotti, embora sem ameaçar seriamente o resultado.

Aos 17 minutos, o treinador italiano resolveu renovar o fôlego do time e promoveu as entradas de Endrick e Martinelli nas vagas de Lucas Paquetá e Matheus Cunha. O jovem atacante do Real Madrid foi pouco acionado, reflexo da queda de intensidade da equipe, mas ainda teve a chance de balançar as redes. O gol, porém, acabou sendo anulado após revisão do VAR, que assinalou impedimento.

Sem repetir o brilho do primeiro tempo, o Brasil administrou a vantagem até o fim e confirmou uma vitória que recoloca a Seleção em uma posição mais confortável na Copa do Mundo. O resultado deixa a equipe na liderança do Grupo C, empatada com o Marrocos em quatro pontos, mas à frente pelo saldo de gols. Tudo será decidido na última rodada, no próximo dia 24, quando o Brasil enfrenta a Escócia, enquanto os marroquinos encaram o Haiti.

Ainda há ajustes a fazer, mas depois da estreia frustrante, a equipe de Carlo Ancelotti volta a merecer algum crédito. Mais importante do que os quatro gols foi a sensação deixada pela partida: a Seleção recuperou a confiança e, enfim, começou a dar sinais de que entrou na Copa do Mundo.

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