O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da corrida pelo Palácio do Planalto na pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3), mas a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) diminuiu e a disputa passou a configurar empate técnico dentro da margem de erro.
O levantamento, o primeiro realizado após as convenções partidárias que oficializaram as candidaturas à Presidência da República, mostra Lula com 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 37% de Flávio Bolsonaro. Em relação à pesquisa anterior, divulgada em 27 de julho, o presidente oscilou um ponto percentual para baixo, enquanto o senador avançou quatro pontos, reduzindo a diferença de nove para quatro pontos percentuais. Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, os dois aparecem tecnicamente empatados.
Nos cenários de segundo turno, Lula mantém vantagem numérica sobre todos os adversários testados, mas também enfrenta situações de empate técnico. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente registra 46% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 45%, repetindo um quadro de equilíbrio estatístico. No confronto com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula soma 46%, contra 42% do adversário, também dentro da margem de erro.
O petista apresenta vantagem mais confortável diante do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), por 46% a 40%, e contra o líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato do Missão, Renan Santos, por 47% a 37%.
A pesquisa também aponta equilíbrio na rejeição dos dois principais concorrentes. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 49% de rejeição cada. Em seguida aparecem Romeu Zema, com 31%, Ronaldo Caiado, com 29%, e Renan Santos, com 28%.
Na avaliação do governo federal, 47% dos entrevistados aprovam a administração do presidente Lula, enquanto 48% desaprovam, configurando novo empate técnico. Na avaliação qualitativa, 37% classificam a gestão como ótima ou boa, 18% como regular e 43% como ruim ou péssima.
A pesquisa BTG Pactual/Nexus ouviu 2.002 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026.