Nova pesquisa Datafolha (BR-03669/2026) mostra o presidente Lula (PT) na liderança do primeiro turno com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 33%. A diferença de cinco pontos entre os líderes — metade do registrado em maio — sinaliza um acirramento da disputa, enquanto o escritor Augusto Cury (Avante) consolida sua ascensão, saltando seis pontos e isolando-se em terceiro lugar com 8%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD, 4%), Renan Santos (Missão, 3%), Romeu Zema (Novo, 2%), além de Samara (UP), Edmilson Costa (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO), todos com 1%. Votos brancos/nulos somam 6% e indecisos, 3%. O teste com a candidatura de Pablo Marçal (PRTB), cuja validade depende do TSE, manteve o ex-coach com 2% sem alterar a dinâmica geral.
Na pesquisa espontânea, quando a lista de candidatos não é apresentada aos entrevistados, o quadro demonstra estabilidade na liderança: Lula contabiliza 31% e Flávio Bolsonaro, 22%. Cury também cresce na espontânea, passando de 1% para 5%, em um momento no qual o número de eleitores indecisos recuou de 32% para 26%.
Nas simulações de segundo turno, Lula mantém a vantagem numérica em todos os cenários testados:
Lula x Flávio Bolsonaro: 46% a 44% (empate técnico na margem de erro de 2 pontos).
Lula x Ronaldo Caiado: 46% a 41%.
Lula x Romeu Zema: 48% a 39%.
Lula x Renan Santos: 47% a 38%.
Apesar do favoritismo do atual presidente, a rejeição aos dois principais nomes permanece expressiva: 47% dos eleitores afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro de forma alguma, enquanto 45% rejeitam Lula.
Demograficamente, Lula prevalece entre os mais pobres (47% a 27%), menos instruídos (51% a 25%), nordestinos (53% a 22%) e católicos (44% a 29%). Flávio lidera entre os eleitores de nível superior (37% a 30%), classe média de 2 a 5 salários mínimos (38% a 32%), sulistas (44% a 27%), moradores do Norte/Centro-Oeste (39% a 33%) e evangélicos (45% a 24%). No Sudeste, maior colégio eleitoral do país, houve uma inversão no limite da margem de erro, com Lula agora numericamente à frente por 36% a 34%.
O levantamento, que ouviu 2.002 eleitores entre 1º e 2 de setembro, reflete o início do horário eleitoral, o primeiro debate televisivo e o avanço da proposta de fim da escala 6×1 no Senado. A pesquisa captou também a forte alta de Cury nas redes sociais — apoiada por jovens, diplomados e nem-nem políticos —, bem como os desdobramentos iniciais do escândalo envolvendo vazamentos de mensagens no STF, cujos impactos políticos e eleitorais ainda prometem afetar as campanhas dos líderes nos próximos dias.

