João Pessoa, sábado, 5 de setembro de 2026
Lula critica sanções dos EUA e cita condenação de Bolsonaro em discurso na ONU
23/09/2025 11:18
Redação ON Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu nesta terça-feira (23) a Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, com fortes críticas às sanções impostas pelos Estados Unidos e ataques ao que classificou como “extrema direita internacional”. O discurso também destacou a recente condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tratada como um marco histórico na defesa da democracia brasileira.

Segundo Lula, “falsos patriotas, arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade. Há poucos dias, e pela primeira vez em 525 anos de nossa história, um ex-chefe de Estado foi condenado por atentar contra o Estado democrático de direito”. O presidente frisou que Bolsonaro teve amplo direito de defesa, “prerrogativa que as ditaduras negam às suas vítimas”.

Sem citar nominalmente Donald Trump, Lula criticou duramente as medidas do governo norte-americano contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), enquadradas na chamada Lei Magnitsky. “A agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável. A intolerância em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosista de antigas hegemonias”, disse.

O chefe de Estado brasileiro também defendeu o multilateralismo e a cooperação internacional, apontando que “forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades, cultuam a violência, exaltam a ignorância, atuam como milícias físicas e digitais e cerceiam a imprensa”.

Lula encerrou sua fala destacando que o julgamento de Bolsonaro representou um sinal ao mundo: “Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos autocratas”.

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