João Pessoa, sábado, 24 de outubro de 2026
Lucas com Lula: como fica Aguinaldo se a federação União-PP apoiar Flávio?
06/10/2026 05:34
Redação ON Reprodução

Ontem, segunda-feira (5), o governador reeleito Lucas Ribeiro (PP) foi convocado às pressas para uma reunião com o presidente Lula, em Brasília, para discutir o apoio à campanha do petista no segundo turno. Hoje, terça-feira (6), é a vez de seu tio, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro, atender à convocação da federação PP-União Brasil, que poderá definir apoio a Flávio Bolsonaro. Os dois movimentos colocam uma das principais lideranças do grupo governista paraibano diante de uma delicada articulação política.

Lucas foi a Brasília acompanhado do ex-governador e senador eleito João Azevêdo. Com a maior votação já registrada em uma eleição para o governo da Paraíba, levou ao encontro o peso de sua vitória e a disposição de ajudar Lula a reverter a vantagem de Flávio no primeiro turno. Sua presença reforçou o alinhamento com o presidente na etapa decisiva da disputa.

Já a movimentação das cúpulas do PP e do União Brasil aponta para outra direção. Sob o comando de Ciro Nogueira e Antônio Rueda, as duas siglas caminham para apoiar o candidato do PL. O encontro convocado pelo PP na Câmara dos Deputados reunirá dirigentes estaduais, deputados e senadores, enquanto o União também deverá discutir sua posição.

E agora, Aguinaldo?

É nesse cenário que Aguinaldo ganha protagonismo. Um dos deputados federais mais votados da Paraíba nesta eleição, ele é uma das principais referências políticas do sobrinho e um dos articuladores da aliança que sustentou a vitória governista. Se a federação confirmar apoio a Flávio, terá de conciliar a orientação nacional com os compromissos construídos na Paraíba, onde o governador de seu partido está ao lado de Lula.

O alcance desse possível desencontro dependerá dos termos da decisão e do espaço reservado às alianças estaduais. Antes disso, não é possível afirmar que Aguinaldo estará obrigado a fazer campanha para Flávio ou que haverá qualquer rompimento. A questão que se coloca é política: como acomodar, dentro da mesma federação, o apoio nacional a um candidato e o compromisso de Lucas com o outro?

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