segunda-feira, 27 de abril de 2026
Leia a carta deixada por secretário que matou os filhos e tirou a própria vida em Goiás
12/02/2026 22:10
Redação ON Reprodução

A tragédia ocorrida em Itumbiara, no sul de Goiás, chocou o país pela brutalidade e pela ausência de qualquer explicação racional que a torne minimamente compreensível. O secretário de Governo do município, Thales Machado, matou os próprios filhos e, em seguida, cometeu suicídio. O crime, de extrema violência, deixou a cidade em estado de consternação e levantou um debate inevitável sobre saúde mental, violência doméstica e a incapacidade de prever atos extremos mesmo em ambientes considerados “normais”.

De acordo com informações apuradas pela polícia, Thales atravessava uma crise conjugal e teria descoberto uma traição da esposa. Em um gesto descrito por investigadores como absolutamente fora de qualquer padrão de racionalidade, ele atacou os filhos dentro de casa e, logo depois, tirou a própria vida. Thales era genro do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo (UB), o que ampliou ainda mais a repercussão política e social do caso.

Antes do crime, o secretário deixou uma carta endereçada a familiares e amigos. No texto, ele menciona dificuldades no casamento, pede desculpas aos pais e afirma que teria chegado a um “limite”. Em nenhum momento, porém, o conteúdo do documento oferece qualquer justificativa para o ato cometido, que é tratado por autoridades e especialistas como um crime bárbaro, sem explicação aceitável.

A divulgação da carta (leia abaixo) tem caráter exclusivamente informativo. O conteúdo do texto não diminui a gravidade do que aconteceu nem muda o fato central: duas crianças foram assassinadas pelo próprio pai, em um episódio que causa repulsa, indignação e profunda tristeza.

O caso segue sob investigação, com apuração de detalhes sobre as circunstâncias do crime e os possíveis sinais prévios de instabilidade emocional. A Prefeitura de Itumbiara decretou luto oficial, e a comoção se espalhou pela cidade, onde Thales era conhecido no meio político e administrativo.

Especialistas ouvidos por autoridades reforçam que crises conjugais, por mais dolorosas que sejam, não explicam nem justificam atos de violência extrema, sobretudo contra crianças. O episódio reacende o alerta para a necessidade de políticas públicas mais eficazes de atenção à saúde mental e de identificação precoce de comportamentos de risco.

A seguir, a íntegra da carta deixada por Thales Machado, documento que agora integra os autos da investigação policial.

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