Os Estados Unidos retiraram Cuba da lista americana de países que patrocinam o terrorismo. A medida foi assinada nesta terça-feira, dia 14, pelo presidente Joe Biden. A medida faria parte de um acordo mediado pela Igreja Católica segundo o qual o governo cubano liberaria manifestantes presos durante a onda de protestos na ilha em meados de 2021.
O governo Biden justificou sua decisão dizendo que Cuba “não prestou qualquer apoio ao terrorismo internacional nos últimos seis meses”. E completou que o país caribenho “deu garantias de que não apoiará atos de terrorismo internacional no futuro”.
Agora só três países permanecem na lista: Irã, Síria e Coreia do Norte.
Os EUA proíbem países que considera patrocinadores do terrorismo de exportar ou vender armas. Outra sanção é a restrição à assistência econômica. Outra medida contra países considerados terroristas é que não podem pegar empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI) ou de outras instituições globais.
Cuba permaneceu na lista de país terrorista de 1982 a 2015 acusada de supostamente abrigar integrantes de grupos considerados terroristas pelos EUA, como o ETA da Espanha ou as Farc da Colômbia. O país foi retirado da lista por Barack Obama.
Contudo, Donald Trump voltou a incluir Cuba como país terrorista poucos dias antes do término da sua primeira presidência. Ele argumentou que Cuba tinha se recusado a extraditar integrantes do Exército de Libertação Nacional (ELN) da Colômbia e que era aliada do regime venezuelano de Nicolás Maduro e que dava asilo a fugitivos americanos.
Donald Trump assume para um segundo mandato na próxima segunda-feira, dia 20.
Da redação do ON com agências internacionais
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