João Azevêdo defende segurança pública, mas cobra investigação em caso que envolve policiais
19/08/2025 05:38
Redação ON Reprodução

O governador João Azevêdo (PSB) se pronunciou na noite desta segunda-feira (18) sobre a operação que resultou na prisão de cinco policiais militares suspeitos de envolvimento em uma chacina ocorrida em fevereiro, no município de Conde, na Grande João Pessoa.

Azevêdo defendeu o trabalho das forças de segurança, ressaltou os avanços obtidos pela gestão na área e reforçou a necessidade de investigação criteriosa. Ele pediu cautela para que não haja inversão de papéis entre criminosos e agentes do Estado. “Não se pode transformar de repente pessoas que, em função de uma operação, querer transformar essas pessoas em vítimas, que na verdade não são. Eram marginais que saíram com missão de executar pessoas e que se depararam com a polícia”, declarou.

O governador destacou ainda o risco enfrentado diariamente pelos policiais e disse confiar na corporação. Para ele, a correta apuração é essencial para dar segurança jurídica aos agentes. “Os nossos policiais enfrentam todos os dias uma batalha muito difícil, que é ir para a rua enfrentar marginais, bandidos, arriscando sua própria vida. É preciso apurar, saber se teve excesso, se não teve excessos. Mas eu confio muito no sistema de segurança pública da Paraíba, que tem dado respostas positivas.”

A fala ocorreu durante a inauguração do Centro de Treinamento Operacional do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, um investimento de R$ 10,5 milhões voltado ao aperfeiçoamento técnico de profissionais da segurança pública.

Prisões e homenagens

A operação desta segunda-feira prendeu cinco policiais militares que, em abril, haviam sido agraciados pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) com o Diploma de Honra ao Mérito. A homenagem foi apresentada pelo deputado estadual Wallber Virgulino (PL) e aprovada apenas quatro dias após a chacina de 15 de fevereiro.

Entre os seis homenageados, cinco foram presos: soldado Mikhaelson Shankley Ferreira Maciel, sargento Marcos Alberto de Sá Monteiro, sargento Wellyson Luiz de Paula, sargento Kobosque Imperiano Pontes e cabo Edvaldo Monteval Alves Marques. O tenente Álex William de Lira Oliveira, também homenageado, encontra-se nos Estados Unidos e não teve o mandado de prisão cumprido.

A Polícia Militar sustenta que houve troca de tiros no episódio. No entanto, a perícia apontou que os veículos ocupados pelos jovens foram atingidos por mais de 90 disparos, a maioria de fora para dentro, e apenas um disparo teria partido de dentro de um dos carros.

canal whatsapp banner

Compartilhe: