quarta-feira, 22 de julho de 2026
Jampa está lotada de turistas; mas, afinal, isso é bom ou ruim para a cidade?
01/01/2025 08:10
Redação ON Reprodução

Redação ON

Durante muitos anos a cidade de João Pessoa era vista como uma espécie de “patinho feio” do turismo nordestino, mas esse cenário mudou completamente e a capital da Paraíba – de acordo com a pesquisa realizada pela plataforma de viagens Booking.com – deve se consolidar como a terceira cidade mais procurada por turistas de todo o mundo em 2025.

O estudo apontou tendências que moldam o turismo global, como a busca por lugares menos explorados (que era anteriormente o caso da nem sempre lembrada cidade paraibana) que ofereçam experiências memoráveis.

Porém, ao mesmo tempo em que festejamos essa “descoberta de Jampa” como destino turístico, temos observado ultimamente algumas postagens nas redes sociais reclamando dessa “invasão de turistas que está tirando a tranquilidade de João Pessoa”.

Mas, afinal, esse boom turístico é bom ou ruim para a nossa capital? O Norte Online tenta mostrar, a seguir, as vantagens e desvantagens que a chamada ‘Indústria do Turismo’ proporciona às cidades e regiões mais visitadas.

O lado bom

A indústria do turismo desempenha um papel fundamental na economia global. Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), o setor representa cerca de 10% do PIB mundial. Além disso, gera empregos diretos e indiretos para milhões de pessoas.

O turismo também promove a preservação cultural e ambiental. Ao visitar destinos históricos e naturais, os turistas contribuem para a conservação desses locais. Isso incentiva investimentos em infraestrutura sustentável e responsável.

No entanto, a indústria enfrenta desafios como impacto ambiental, superlotação e segurança. Com o avanço tecnológico e mudanças nos hábitos dos viajantes, o setor precisa se adaptar às novas demandas. A inovação, a acessibilidade e a experiência personalizada serão fundamentais para o crescimento sustentável da indústria do turismo nos próximos anos.

O lado ruim

O turismo excessivo pode trazer consequências negativas para a cidade e seus habitantes. A superlotação de áreas turísticas gera aumento da poluição sonora, atmosférica e visual, afetando a qualidade de vida dos moradores locais. Além disso, a demanda por serviços e infraestrutura pode sobrecarregar os recursos públicos.

O turismo de massa também pode levar à especulação imobiliária, aumentando os preços dos imóveis e aluguéis, tornando difícil para os moradores locais manterem suas residências. A cultura local pode ser comercializada e distorcida para atender às expectativas dos turistas, perdendo sua autenticidade. Isso pode gerar um sentimento de perda de identidade entre os residentes.

A falta de planejamento urbano pode resultar em congestionamentos, problemas de trânsito e déficit de estacionamentos. A infraestrutura turística, como hotéis e restaurantes, pode ocupar espaços públicos, reduzindo áreas verdes e espaços de lazer para os moradores. Além disso, a gestão inadequada de resíduos e água pode gerar problemas ambientais.

Para mitigar esses efeitos, é fundamental implementar políticas de turismo sustentável, como limitação de visitantes, investimento em infraestrutura verde, incentivo ao turismo de baixo impacto e educação ambiental. A participação ativa da comunidade local na gestão do turismo também é essencial para garantir que os benefícios sejam compartilhados equitativamente e os impactos negativos sejam minimizados.

  • Foto: Instagram PMJP.

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