O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos prendeu o ex-deputado federal Alexandre Ramagem. A informação foi confirmada pela Polícia Federal. Ramagem estava na rua em Orlando, quando foi abordado por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). Após apresentar os documentos supostamente falsos, ele acabou preso pelas autoridades americanas.
O ex-parlamentar foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Segundo as investigações da Polícia Federal, ele deixou o Brasil de forma clandestina antes do término do julgamento, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão e, em seguida, seguiu para os Estados Unidos.
Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao Supremo que o pedido de extradição já havia sido formalmente encaminhado ao governo norte-americano. A documentação foi enviada pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado dos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2025.
O ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, o que possibilitou sua detenção por autoridades estrangeiras.
Aliados do ex-deputado afirmavam que ele pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos.
Enquanto esteve fora do país, Ramagem também sofreu sanções administrativas e políticas. A Câmara dos Deputados cancelou seu passaporte diplomático após a cassação do mandato e, por determinação do Supremo, também bloqueou seus vencimentos parlamentares.
