João Pessoa, quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Hugo Motta e Davi Alcolumbre resistem à CPMI do Banco Master
28/01/2026 18:35
Redação ON Reprodução

O escândalo envolvendo o Banco Master segue provocando turbulência em Brasília e já alcançou todos os cantos da Praça dos Três Poderes. O caso virou tema recorrente nos corredores do Congresso e expôs resistências claras nas cúpulas do Legislativo, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.

Na Câmara, o presidente Hugo Motta deixou evidente que não há disposição para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o caso. Em conversa com líderes partidários, o paraibano argumentou que o regimento da Casa impõe limites objetivos, uma vez que há outros pedidos de investigação e CPIs em andamento, o que impede a abertura de uma nova comissão neste momento.

A sinalização foi interpretada como definitiva. A CPI do Banco Master não deve avançar na Câmara, o que automaticamente transferiu a pressão política para o Congresso Nacional, onde parlamentares passaram a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.

Do ponto de vista técnico, a CPMI é considerada um caminho mais simples, já que depende apenas da leitura do requerimento em sessão conjunta do Congresso. Mesmo assim, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, tem resistido a assumir essa iniciativa. Nos bastidores, a avaliação é de que Alcolumbre evita ampliar o desgaste institucional em torno de um caso que já gera desconforto em diferentes frentes do poder.

O impasse chama atenção porque existem assinaturas suficientes tanto na Câmara quanto no Senado para sustentar pedidos de investigação. Ainda assim, a apuração não avança. O resultado é um ambiente de tensão permanente, no qual o caso Banco Master continua reverberando, alimentando suspeitas e ampliando o ruído político em Brasília, sem que o Congresso dê um passo concreto para enfrentar o tema.

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