João Pessoa, quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Hugo Motta busca saída para anistia sem afrontar STF, enquanto direita patina no Senado
16/09/2025 05:08
Redação ON Reprodução

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem feito malabarismo político para tentar encerrar a discussão sobre a anistia a Jair Bolsonaro (PL). Nos bastidores, ele rechaça a ideia de um perdão amplo, mas trabalha por uma solução que não o coloque em rota de colisão com o Supremo Tribunal Federal (STF) nem exponha a Câmara a um desgaste desnecessário.

Nesta segunda (15), Motta esteve no Palácio da Alvorada para um almoço reservado com o presidente Lula. O encontro, que não constava na agenda oficial do petista, serviu para atualizar o Planalto sobre o cenário das negociações e medir a temperatura do Congresso diante da proposta.

Entre as alternativas que circulam nos corredores da Câmara, está a possibilidade de votar um texto que reduza penas para os condenados pelo 8 de Janeiro, sem perdoar integralmente os crimes. Outra ideia cogitada é aprovar medidas de blindagem a parlamentares, uma pauta cara ao centrão, que poderia servir como moeda de troca para adiar a discussão da anistia.

Enquanto Motta procura uma solução, a cena política seguirá em ebulição. Nesta terça-feira (16), o governador de São Paulo tem encontro marcado com Jair Bolsonaro, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes a visitar o ex-presidente em sua prisão domiciliar. O gesto promete inflamar ainda mais o debate sobre os rumos da direita no país.

O problema é que, mesmo com movimentações na Câmara, o projeto de anistia encontra enorme resistência no Senado. Aliados de Bolsonaro reconhecem que as chances de aprovação por lá são praticamente nulas neste momento. Se na Câmara ainda há margem para negociações, no Senado o cenário é de porta fechada.

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