Guerra na Estrela: candidato à presidência do PT rebate declaração de Jackson Macedo sobre eleição 2026
10/04/2025 10:54
Redação ON Divulgação/Arquivo pessoal

“É um equívoco, na minha opinião, o PT fazer oposição ao governo, até porque a gente tem que construir o futuro. E, amigo, vencemos nos 223 municípios com Lula nos dois turnos. Isso não foi fácil. Vocês acham que o PT sozinho consegue isso? Isso foi o governador João Azevedo, isso foi Adriano Galdino, isso foi muita conversa que eu tive com o prefeito, prefeito progressista do União Brasil, do Republicano, que queria votar em Lula. Só assim a gente construiu para que na Paraíba, Lula vencesse em todos os municípios nos dois turnos. Acho que é o único estado do Brasil que venceu em todos os municípios. Agora me diga, o PT sozinho tem capacidade de um troço desse? Você acha que o PT sozinho ganha a eleição de 2026? A esquerda sozinha ganha a eleição de 2026? É um equívoco quem achar que ganha. Ou amplia esse palanque, ou chama os democratas em torno desse projeto, ou nós vamos perder 2026 e o bolsonarismo volta”, 

Essa declaração do presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Jackson Macedo, aos jornalistas Luis Torres e Clilson Jr, no programa radiofônico Arapuan Verdade. no início dessa semana, ainda repercute no meio da política paraibana, em especial no seio da esquerda mais radical ligada ao ex-governador Ricardo Coutinho e o deputado federal Luis Couto.

Em nota enviada na manhã dessa quinta-feira, 10, o candidato à presidência estadual do PT da Paraíba, Luizinho Nunes, rebateu as declarações feitas por Jackson Macedo: “Ainda é muito cedo para esse tipo de especulação. O companheiro Jackson se precipita ao defender, de forma pública, o apoio a um nome antes mesmo da abertura oficial do debate interno sobre o tema. Este processo será conduzido pela próxima direção do partido. Ele não será mais o presidente e, portanto, não tem legitimidade para decidir ou anunciar se o PT terá ou não candidatura própria no próximo pleito”, afirmou Luizinho.

Para Luizinho, a fala de Jackson é precipitada e carece de legitimidade. “A construção da tática eleitoral deve respeitar os espaços democráticos do partido, os debates com os filiados e com a sociedade. Não cabe a um dirigente, em final de mandato, antecipar decisões estratégicas que ainda serão amplamente debatidas”, completou.

Luizinho reforçou que o PT da Paraíba precisa voltar a se conectar com sua base social, ouvindo os movimentos populares, sindicatos e as forças vivas que sempre sustentaram os projetos progressistas no estado. “A defesa do projeto nacional do presidente Lula é prioridade, mas isso não significa anular o debate estadual. Temos que ter responsabilidade e visão política para pensar um projeto que fortaleça o PT como protagonista em todas as esferas”, concluiu.

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