O governo dos Estados Unidos, sob liderança de Donald Trump, voltou a subir o tom contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Nesta quinta-feira (29/5), o Bureau para Assuntos Ocidentais — órgão vinculado ao Departamento de Estado — publicou uma mensagem em português afirmando: “Que fique claro: nenhum inimigo da liberdade de expressão dos americanos será perdoado.”
A postagem foi vista como uma clara referência ao ministro brasileiro, que entrou na mira da gestão Trump após o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmar, na semana passada, que há “grande possibilidade” de Moraes ser alvo de sanções com base na Lei Magnitsky — mecanismo que permite aos EUA punirem estrangeiros acusados de violar direitos humanos ou praticar corrupção.
O recado foi reforçado por outras postagens e republicações feitas pela Embaixada dos EUA no Brasil. Em fevereiro, o próprio Departamento de Estado já havia emitido um comunicado acusando o governo brasileiro de promover “censura”.
Desde então, o Itamaraty tenta conter a crise diplomática. A embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, procurou autoridades americanas para demover a Casa Branca de levar adiante as sanções. Embora não tenha conseguido uma reunião com Rubio, ela se encontrou com Gabriel Escobar, encarregado de negócios dos EUA em Brasília.

