João Pessoa, quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Governadores se dividem sobre ação dos EUA na Venezuela; João Azevêdo condena ataque à soberania
03/01/2026 18:07
Redação ON Reprodução

A reação dos governadores brasileiros à ação militar dos Estados Unidos na Venezuela escancarou uma divisão política clara no país. Enquanto parte dos gestores alinhados à oposição ao presidente Lula celebrou a intervenção americana e a classificou como libertadora, outros defenderam cautela e o respeito às regras internacionais.

A manifestação mais enfática no campo da condenação veio do governador da Paraíba, João Azevêdo. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que qualquer ataque à soberania de um país é extremamente grave, por violar normas internacionais e colocar o mundo em risco. Segundo Azevêdo, a força jamais pode substituir a diplomacia e a única saída legítima deve respeitar os interesses do povo venezuelano e a busca pela paz.

Governadores que celebraram a ação

A maioria dos governadores de oposição ao governo federal adotou um discurso favorável à ofensiva dos Estados Unidos, tratando a intervenção como o fim de uma ditadura.

Ratinho Jr., governador do Paraná, foi um dos mais entusiasmados. Ele parabenizou o presidente americano Donald Trump pela decisão e publicou mensagens exaltando liberdade, democracia e a Venezuela, numa clara celebração da ação militar.

Ronaldo Caiado, governador de Goiás, também comemorou a operação, alinhando seu discurso à ideia de encerramento de um regime autoritário no país vizinho.

Em Minas Gerais, Romeu Zema afirmou que a queda de Nicolás Maduro pode permitir que o povo venezuelano reencontre a paz. Ele voltou a criticar o chavismo, classificando o regime como responsável por isolar a Venezuela do restante do mundo.

No Rio de Janeiro, o grupo político do governador Cláudio Castro também reagiu de forma positiva à ação dos Estados Unidos, reforçando o apoio à intervenção conduzida por Trump.

Governadores que pediram cautela

Entre os gestores de perfil mais moderado, a reação foi diferente. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reconheceu que o regime de Maduro é inadmissível, mas alertou para os riscos da escalada de tensão na América do Sul. Em tom diplomático, demonstrou preocupação com as consequências regionais do conflito e evitou qualquer comemoração.

Quem silenciou, até agora

Até o fechamento das informações desta tarde, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não havia feito uma manifestação pública direta sobre a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela. A ausência de posicionamento contrasta com o engajamento imediato de outros governadores do mesmo campo político e indica, ao menos por enquanto, uma postura mais reservada.

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